Novas empresas de shoppings têm sido criadas com recursos de fundos de investimentos, de executivos do mercado e de tradicionais empresários da construção. Redução dos juros, resultados favoráveis dos shoppings e forte valorização do capital aplicado no negócio fizeram surgir novas sociedades no setor nos últimos três anos.

Nesse grupo estão a 5R Shopping Centers, criada por Edmundo Rossi, da Rossi Construtora, e a Vértico, braço do grupo WTorre, do empresário Walter Torre. Ex-sócio do Sonae Sierra, Henrique Falzoni, da Enplanta Engenharia, anunciou seu retorno ao mercado meses atrás e um grupo de ex-executivos da Brookfield Incorporadora, donos da WGL Administração e Participações, criou há pouco mais de um ano um fundo gerido pelo Credit Suisse Hedging-Griffo para construir shoppings para a classe C. Esse conjunto de empresas anunciou, desde 2010, cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos em 20 shopping centers em construção ou em fase de obtenção de licenças finais.

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, também está investindo no setor. Acaba de fechar a compra de um shopping e de uma das torres corporativas do Condomínio Parque da Cidade, em São Paulo, pelos quais pagará R$ 817 milhões à Odebrecht Realizações Imobiliárias. Com a aquisição, a carteira imobiliária da Previ ultrapassa R$ 8 bilhões, o que corresponde a 5% dos investimentos do Plano 1 – previdência dos funcionários admitidos até dezembro de 1997 -, que são de R$ 157 bilhões.

Por Adriana Mattos e Ana Paula Ragazzi | De São Paulo e do Rio